Enfraquecido pela guerra no Iraque e acossado por um Congresso de maioria democrata de olho nas próximas eleições, o presidente Bush tem vivido períodos de extremo desgaste. A aprovação da verba de quase 100 bilhões de dólares, que ele pediu para levar adiante a estratégia no Iraque, só teve aprovação mediante a exigência de que até setembro de 2008 se dê a retirada das tropas. Esta é uma questão muito relativa, porque se a exigência não for cumprida no prazo, já não haverá mais como conter a verba. Esta já terá sido gasta. Mas, apesar de toda a pressão, Bush vai conseguir ir adiante com suas pretensões para o Iraque.
Mas os seus problemas com o Congresso não acabam por aí. Um novo assunto está sendo foco de enfrentamento para Bush. E este assunto diz respeito a oito procuradores federais que Bush demitiu. Já ficou evidente que as demissões se deram por motivos políticos. O Congresso já convocou o assessor político de Bush, Karl Rove, a prestar depoimento sobre o tema. Se ficar comprovado que as demissões foram por motivos políticos, o caldo quente vai respingar no secretário da Justiça Alberto Gonzáles.
Assim, estamos nos encaminhando para um caso que não se assistia desde os tempos de Watergate.