A Bolívia está vivendo momentos políticos extremamente delicados, que podem desencadear em uma convulsão social no país, podendo levar até mesmo a uma guerra civil. O diálogo na Bolívia está interrompido há algum tempo. Tanto, que quatro departamentos resolveram realizar plebiscito, onde a população aprovou a autonomia regional. Para tentar sair da crise, o presidente Evo Morales convocou para 10 de agosto um referendo nacional, pondo em jogo seu mandato de presidente, assim como o de vice-presidente e os de nove governadores regionais, entre eles seis que se opõem à sua política.
Em meio aos desacertos internos, o plebiscito de domingo já foi suspenso e restabelecido pela Corte Nacional Eleitoral. Não há até agora nem uma definição exata sobre os critérios de votação. Se a maioria será auferida sobre os votos válidos ou sobre o total de eleitores. Os governadores de Beni e Santa Cruz, dois dos quatro estados que aprovaram em plebiscito a autonomia regional, entraram em greve de fome contra o governo de Morales.
No entanto, o presidente, com 54% de intenções de votos a seu favor, quer ir para o plebiscito. Parece que não está avaliando bem a confusão isto pode gerar.