O avião do presidente boliviano Evo Morales não conseguiu pousar em Tajira, no sul do país, onde ele ia fazer a sua campanha com vistas ao plebiscito de domingo, quando a população deve se pronunciar sobre a continuidade no cargo o presidente, o vice e os governadores de nove províncias. Tajira é uma das províncias que, em plebiscito, aprovou sua autonomia. E este é um dos problemas maiores que o país está vivendo. Foi justamente por se opor a essa decisão dos quatro departamentos que Evo Morales convocou o plebiscito.
Assim como não pode chegar ao sul do país, Morales também não pode receber em seu país os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, que pretendiam ir dar-lhe apoio. Ou seja, problemas internos e externos, o que demonstra a situação crítica a que está chegando a Bolívia. Os conflitos já provocaram até mortes. De um lado estão os camponeses que apóiam Morales e de outro a elite dos quatro departamentos mais ricos, que querem autonomia.
É sob este clima que o país vai para o plebiscito de domingo. Se houver bom senso, a Corte Nacional Eleitoral suspende o dito plebiscito.