A Bolívia tem plebiscito neste domingo para que a população se pronuncie sobre a continuidade em seus postos do presidente da república, do vice, e dos governadores dos nove estados. No entanto, o país vai para a votação em meio à profunda tensão, com o presidente Evo Morales alegando que uma “ditadura civil” ameaça o país. Enquanto Morales se queixa, governadores dos quatro estados que votaram por autonomia em relação ao governo central entraram em greve de fome. Exigem que La Paz repasse fundos obtidos com tributos sobre petróleo e gás. A exigência fundamenta-se no fato desses estados serem os maiores produtores desses combustíveis, que se constituem na maior fonte de renda do país.
Essa crise institucional já surtiu seus efeitos na economia. Os investidores, sem saber quem comandará o país no próximo mês, evitam aplicar recursos na Bolívia. O pior é que não se vislumbra uma solução da crise depois do plebiscito, qualquer que venha a ser o seu resultado.