Desde que assumiu a presidência da União Européia, em junho último, o presidente francês Nicolas Sarkozy tem demonstrado que quer a organização atuante nos conflitos internacionais. E comprovou isto agora, ao ir a Moscou para interceder junto às autoridades russas por um término da guerra contra a Geórgia. E foi bem sucedido ao ouvir do presidente russo Dmitri Medvedev a ordem para a suspensão dos combates.
Para que haja continuidade nesse cessar-fogo, Medvedev impôs duas condições: a retirada das tropas da Geórgia da Ossétia do Sul e um acordo de não uso da força militar. E foi muito incisivo: a Rússia não vai retirar suas tropas e que combaterá qualquer foco de resistência georgiana.
Então, temos uma situação muito clara. Sarkozy conseguiu o que era mais urgente, o cessar-fogo para evitar a morte de muitos civis conforme tem acontecido. Porém, terá que rever a estratégia de avanço da União Européia para o território que ao tempo da União Soviética gravitava em torno de Moscou. Isto porque a Rússia já deixou muito claro que os tempos de fraqueza pós derrocada do socialismo passaram. Rearticulada, a Rússia volta a dar as cartas na sua região.