O presidente francês Nicolas Sarkozy está seguindo à risca a sua proposição de atuar firmemente nos conflitos internacionais, conforme se propôs a fazer logo depois que assumiu a presidência da União Européia. Hoje, poucos dias depois de sua exitosa missão de paz na Rússia e Geórgia, ele está no Afeganistão. Foi se solidarizar com os soldados franceses pela morte de dez de seus companheiros em uma emboscada e referendar a determinação da França em seguir em frente na sua guerra contra o terror.
E, neste ponto, Sarkozy está absolutamente certo. É no Afeganistão que se trava a verdadeira guerra contra o terror. Afinal, é ali que estão os fanáticos fundamentalistas do Talibã, da Al Qaeda e o seu líder maior Osama Bin Laden. Foi por ali que George Bush iniciou a caça aos responsáveis pelo 11 de setembro. Mas não levou adiante sua ação. E comprometeu tudo ao deixar o Afeganistão para se dedicar ao Iraque, em nome de outros interesses.
É por isto que hoje os fanáticos fundamentalistas se reestruturam no Afeganistão, ameaçando derrubar o governo que tem o apoio do Ocidente. “Porque estamos aqui?” Indagou Sarkozy aos soldados franceses. Para explicar em seguida: “Porque aqui se trava uma parte da liberdade do mundo. Aqui acontece um combate contra o terrorismo. Estamos aqui não contra os afegãos, e sim com os afegãos, para não deixá-los sós diante da barbárie”, afirmou Sarkozy aos militares.
Ou seja, percebe isto o presidente francês, cujo país não teve nada a ver com o 11 de setembro. O que teve, não percebe e está atolado no Iraque.