O próximo presidente americano, seja Barack Obama ou John McCain, terá um problema a menos com relação a uma questão crucial do país: a retirada das tropas americanas do Iraque. Apesar de Obama falar que retiraria as tropas logo que assumisse e McCain ter afirmado que as manteria no Iraque, nenhum dos dois tinha convicção sobre o que seria feito. Agora, porém, a questão ficou resolvida. Após seis meses de negociações, representantes dos EUA e do Iraque chegaram a um acordo. O texto dá amparo legal para a presença americana em território iraquiano a partir do ano que vem e uma retirada completa até 30 de junho de 2011.
Vê, portanto, que houve uma mudança substancial na posição dos EUA, pois, até pouco tempo atrás o presidente Bush se negava a admitir uma retirada. O detalhe é que ele teve que se dobrar às evidências. Os cidadãos americanos clamam por uma retirada. Mas que não seja vergonhosa, como foi a do Vietnã. Assim, nada melhor do que estabelecer um cronograma e fazer uma retirada escalonada. Se não houver contratempos, logicamente.