O presidente Bush teve que vir à público, fazendo um pronunciamento, para tentar minimizar o pânico que se estabeleceu no mundo, a partir de ontem, quando o Congresso americano rejeitou o plano de ajuda aos bancos. O que chamou a atenção ontem foi justamente o fato de a rejeição ter sido determinada por votos de deputados republicanos. Teoricamente, os que deveriam apoiar o governo Bush. Todavia, não faz parte da índole dos republicanos a intervenção do Estado na economia. Para que isto aconteça, resolveram acompanhar seus opositores democratas nas exigências para a concessão do empréstimo. Afinal, ninguém quer botar dinheiro público apenas para salvar banqueiro quebrado.
Duas coisas se tornaram fundamentais nas exigências do Congresso: o controle do Congresso sobre a liberação dos recursos, inclusive quanto aos salários dos diretores de bancos, e a certeza de que pelo menos a maior parte do dinheiro retornará aos cofres públicos.
Com essas medidas, o pacote acabará sendo aprovado no Congresso.