Um estudo do Instituto de Política Econômica, um organismo que presta assessoria a Barack Obama, fez uma revelação contundente sobre a economia dos EUA. Os dados revelam porque os americanos médios ficaram tão insatisfeitos durante os anos de crescimento do governo Bush.
O estudo mostra que entre 2.000 e 2.006, a economia americana cresceu 18%, mas a renda do americano médio caiu 1,1% em termos reais. O que significou 2 mil dólares a menos. Em contrapartida, os 10% mais ricos da população viram sua renda crescer 32%. O 1% mais rico, teve sua renda aumentada em 203%. E para o superior, 1%, ou seja, o topo da pirâmide, o crescimento foi de 425%, segundo o Instituto. Mais um nó para o novo governo dos EUA tentar desatar.
COMPETÊNCIA DE OBAMA
Pela facilidade com que tem arrecado dinheiro para sua campanha, Barack Obama dá a demonstração de que, se for eleito, não encontrará problemas para administrar o país, mesmo que a nação esteja passando por uma das piores crises de sua história. Obama surgiu desacreditado no início da campanha, mas foi crescendo a ponto de dobrar o influente casal Clinton, na convenção do partido, e arrecadar 600 milhões de dólares para a sua campanha. O que lhe permitiu ontem à noite ocupar, em horário nobre, os principais cais de televisão do país, como a CBS, NBC e Fox. Estima-se que o custo dessa aparição tenha sido em torno de 3 milhões de dólares. Insignificante para quem arrecadou 600 milhões e diante do que possa representar em termos de votos uma aparição dessa magnitude.
A competência demonstrada por Obama em sua campanha o credencia para enfrentar a crise que os EUA hoje enfrentam, caso venha a ganhar a presidência da república.