Uma das últimas heranças deixadas pelo presidente George Bush em termos de política externa foi uma situação conflituosa com a Rússia. Um conflito que envolveu inclusive a Europa. O apogeu foi a ação de força da Geórgia contra a província separatista da Ossétia do Sul. Ação que, no entender da Geórgia, teria o apoio da Otan. Entendeu mal e teve que enfrentar foi a reação da Rússia, invadindo a Geórgia. A situação, na ocasião, só não se tornou mais grave por força da intervenção mediadora do presidente francês Nicolas Sarkozy, que está na presidência da União Européia.
No dia da eleição de Barack Obama, o presidente russo Dmitri Medvedev, ao invés de cumprimentar o vencedor, fez um discurso no Kremlin contra o projeto americano de mísseis na Europa do Leste e ameaçando também colocar mísseis, em Kaliningrado, na costa báltica, próximo à Polônia.
Agora, no entanto, parece que o efeito Obama começa a refluir nas relações EUA/Europa-Rússia. Hoje está havendo uma reunião, em Nice, entre Sarkozy e Medvedev e mais outros dirigentes da União Européia. Reunião esta num clima de mútuo entendimento. Ao mesmo tempo, Medvedev desejou ontem “boa sorte” a Obama, dizendo que vai se encontrar com ele logo após a posse, a 20 de janeiro, e ressaltando a esperança de estabelecer uma parceria completa com os EUA. É isto que o mundo quer.