A Rússia tem vivido momentos de intensa turbulência. No topo da questão que envolve as manifestações que ocorreram no final de semana, estão duas figuras conhecidas do país: o atual presidente Vladimir Putin, que quer se reeleger em 2008 para mais um mandato, e o ex-campeão mundial de xadrez Gary Kasparov, que quer candidatar-se à sucessão de Putin. Ou seja, estamos diante de uma disputa política. Mas essa disputa não envolve só esses dois candidatos. Há outros envolvidos.
Kasparov, de 44 anos e que há dois anos deixou as disputas de xadrez, está participando da coalizão Outra Rússia, que possui também como destaques o líder do Partido Nacional Bolchevique, Edourd Limonov, de 64 anos, e o ex-premiê de Putin, Mikhail Kasianov, de 49 anos, que é um especialista em finanças.
Todos querem derrubar Putin, a quem acusam de cercear as liberdades. O que é verdade, diga-se de passagem. Liberdades que foram diminuídas especialmente depois que acirrou-se a disputada separatista da Tchechênia. Contudo, a maioria dos russos apóia Putin. Afinal, em sete anos de governo, ele conseguiu combater a corrupção e o caos econômico herdados do bêbado Boris Yeltsin. E teve ainda o benefício do aumento dos preços do petróleo e das comodities, o que ajudou na recuperação do orgulho nacional.
Assim, não será tarefa fácil para a oposição desbancar Putin.