O nome Barack Hussein Obama e a ascendência islâmica fazem pressupor que o presidente eleito dos EUA poderá ter uma especial atenção com o Oriente Médio. E de fato deverá ter, pois ali estão alguns dos principais conflitos do mundo nos dias atuais. Todavia, o egípcio Amir Moussa, que presidente a Liga Árabe, não acredita que Obama vá mudar a situação da região. Especialmente, por suas intensas manifestações a favor de Israel durante a campanha eleitoral. Não quero dizer que Obama não vá respeitar a aliança dos EUA com Israel, mas quem omitir o apoio ao estado judeu numca campanha eleitoral nos EUA não vence o pleito.
Mas as ações de Obama para o Oriente Médio estão bem definidas. Vai tentar resolver a herança maldita do Iraque, passando, gradativamente, o controle do país para forças iraquinas. Ao mesmo tempo, irá deslocando as tropas americanas para o Afeganistão, porque é lá que estão Bin Laden e seus terroristas da Al Qaeda e do Talibã.
Quanto à Israel, seguramente, que Obama irá tentar impulsionar o processo de paz com os palestinos. Porém, este processo travou na divisão que se estabeleceu entre os próprios palestinos. Um parte deles, representada pelo Fatah, aceita a convivência com Israel. A outra, representada pelo Hamas, não aceita. E assim, não adiante nem a boa vontade de Obama que o processo de paz não evoluirá.