O mercado vem reagindo de forma altamente positiva às ações do presidente eleito dos EUA Barack Obama. O anúncio de sua equipe econômica somado ao auxílio de 20 bilhões de dólares para salvar o Citigroup, deram uma injeção de ânimo na economia mundial. O resultado se percebe pelas bolsas do mundo afora, desde ontem fechando em alta.
Porém, alto tem sido o custo para a salvação desse falido sistema financeiro americano. Segundo levantamento do site da emissora financeira de TV paga CNBC, o total de dinheiro público gasto ou comprometido até agora com as operações-resgate nos EUA bate os US$ 4,6 trilhões, incluídos os US$ 326 bilhões de ontem. O total é exatamente um terço do PIB americano (as riquezas produzidas pelo país num ano). É mais do que o dobro do que país gastou com a Segunda Guerra Mundial (US$ 2 trilhões em dólares ajustados), quase metade da dívida pública norte-americana (US$ 10,6 trilhões), pouco menos de dez vezes o total gasto na Guerra do Iraque até agora (US$ 600 bilhões). É quatro vezes o PIB do Brasil. E deve vir mais por aí.
Por essas comparações se pode dimensionar o que está sendo preciso mobilizar para evitar o colapso americano e, por extensão o mundial.