Os atentados de ontem a dois hotéis de luxo na Índia, segundo os informe procedentes de Mumbai, visavam especialmente cidadãos americanos e britânicos. A autoria é de uma organização desconhecida chamada Deccan Mujahideen. A organização pode ser desconhecida, mas o nome Mujahideen é muito conhecido. Identifica os jovens fanáticos muçulmanos estudantes do Corão. Eles surgiram no Afeganistão e se espalharam pelo Paquistão, Índia e outros lugares da região.
No sentido religioso, os mujahideen são combatentes dispostos ao sacrifício da própria vida, em nome de Deus e da religião. De fato, buscam alcançar a glória da morte em combate, que, segundo o alcorão, será recompensada com o paraíso e todas as bênçãos reservadas aos que defendem com coragem e honra os nobres ideais do islã. Existem, todavia, certas regras para ser um mujaheed e entregar a própria vida ao martírio. Ele ou ela deve ser uma pessoa solteira, sem filhos, sem família, sem bens ou posses.
É sob este prisma de fanatismo que eles atuam. Assim, não importa se morrem em ataque a um hotel luxo na Índia ou em um ato em Nova York, conforme foi cogitado que poderia acontecer, segundo informe dos serviços secretos americanos. Menos mal que os Eua ficaram imunes, mas esta praga chamada mujahideen segue atuante e ameaçadora.