Em sua manifestação ao Congresso norte-americano, esta semana, quando pedia que não condicionasse a liberação de verbas a um prazo para a retirada americana do Iraque, o presidente George Bush enfatizava que a segurança naquela país estava melhorando. Pois, transcorridas poucas horas de seu pronunciamento, Bagdá enfrentava um de seus dias de maior violência. O número de mortos se aproximou dos 200. O curioso é que o ponto de maior violência foi no mercado de Sadryiah, onde morreram 127 pessoas e outras 180 ficaram feridas. Dentre os mortos, um grande números de operários que trabalhavam na reconstrução do prédio onde, em 3 de fevereiro, um suicida explodira um caminhão bomba, matando 137 pessoas.
Esta é a segurança que, na avaliação de Bush, está melhorando no Iraque. O fato é que o país está em meio a uma violência sectária. E nem xiitas, que são maioria, 17 milhões de pessoas, e nem sunitas, que são minoria, 5 milhões, querem a presença americana no país. As duas facções são cada vez mais hostis a essa presença. Só quem dá apoio são os curdos. Insuficiente para que Bush possa seguir com seus planos.