A Argentina também resolver fazer o seu PAC. Será anunciado a 15 de dezembro, mas já transpirou alguma coisa sobre o mesmo no encontro que a presidente Cristina Kirchner teve com empresários da Câmara da Construção. E o grande sustentáculo do programa argentino será a estatização dos fundos de pensão. Pela lei que foi aprovada esta semana no Congresso, cerca de 15 bilhões de pesos passarão para as mãos do governo. E o governo vai utilizar boa parte destes recursos para , junto com a iniciativa privada, desenvolver um plano de obras, que pretende criar 400 mil novos postos de trabalho.
Além disto, o governo de Cristina anunciou uma ampla anistia para devedores tributários e previdenciários que contratarem novos empregados e registrarem os informais. Também foi lançado um programa de incentivo à repatriação de dinheiro dos argentinos que hoje está fora do país.
O objetivo é superar a crise interna, que já era grande antes de estourar a externa. E que agora, obviamente, se tornou maior. Mas o governo argentino está otimista e espera que as medidas ajudem a alavancar um crescimento de 4% em 2009. Tomara que consiga, pois hoje, o que é bom para a Argentina é bom para o Brasil.