Barack Obama não assumiu ainda a presidência dos EUA mas as suas ações já se refletem no cenário internacional. Ontem, por exemplo, tivemos uma euforia nas bolsas de valores pelo mundo inteiro, em função do anúncio de Obama, no dia anterior, de que iria fazer maciços investimentos em infra-estrutura, como forma de gerar empregos. Vai lançar um novo New Deal que Roosevelt colocou em prática no início dos anos 30. Até a nossa Bovespa teve o reflexo da euforia, fechando em alta de mais de 8%.
Porém, ao mesmo tempo em que houve uma resposta positiva às suas ações em termos financeiros, Barack Obama vê também aumentar as pressões sobre si em termos de política externa. O maior desafio que terá pela frente não está no Iraque, mas no Afeganistão e no Paquistão. São os grupos terroristas da Al Qaeda e do Talibã. E estes expandem suas ações cada vez mais pela região.
Um relatório publicado pelo Conselho Internacional de Segurança e Desenvolvimento (International Council on Security and Development, em inglês), indica que o Talibã está presente em 75% do Afeganistão. Vale lembrar que em 2003 o regime do Talibã foi corrido do país pela ação dos EUA. Mas agora está voltando a dominar o país, por conta da negligência do governo Bush, que preferiu se dedicar ao Iraque.