Está crescendo nos EUA um movimento para levar George Bush a julgamento por sua chamada “guerra ao terror”. Como ficou comprovado, Bush invadiu o Iraque com base numa mentira, as tais armas de destruição em massa de Saddam que nunca existiram. Em nome disto, destruiu um país e provocou a morte de 200 mil iraquianos e 5 mil soldados americanos. Além disto, instalou interrogatórios sob tortura no Iraque, em Abu Ghraib e em Cuba, em Guantánamo. Afora outras coisas como espionagem sem mandato judicial de cidadãos americanos suspeitos de manter relações no exterior com pessoas suspeitas.
Ao retirar-se para os festejos de Natal na residência de Camp David, Bush declarou que não está preocupado com o julgamento da história, porque quando isto ocorrer ele já estará morto. Em função disto, algumas organizações de defesa dos direitos humanos saíram a campo, iniciando um movimento para um imediato julgamento de Bush. Participam do movimento organizações como a Aclu, uma das principais de direitos civis nos EUA, aHuman Rights First, Human Rights Watch, Brennan Center for Justice, além deadvogados como Vincent Bugliose, que mandou para a cadeia charles Monson, no anos 70, Scott Horton, que defendeu o dissidente soviético Andrei Sakharov, e Michael Ratner, presidente do Center For Constitucional Rights.
As pressões desse grupo se dirigem a Barack Obama, para que abra as investigações contra Bush, tão logo assuma a presidência dos EUA. Aí a situação já se complicará um pouco. Percebe-se que Obama quer fazer um governo de conciliação e, ao abrir investigação contra Bush estaria comprando uma grande briga com os republicanos. O que não seria de seu interesse. Assim é que os interessados vão ter que descobrir o caminho, sem entraves, para que Bush seja responsabilizado por seus atos, ainda em vida.