A oposição argentina está querendo levar o ex-presidente Néstor Kirchner à julgamento, por associação ilícita durante o seu governo. Um dos temas que desponta é o famoso “caso da mala”. Ou seja, da maleta que foi apreendida no aeroporto de Ezeiza, em um jatinho procedente da Venezuela, trazendo 850 mil dólares para serem usados na campanha de Cristina Kirchner. Também será investigado contrato firmado por Kirchner com Hugo Chávez, em 2004, para a troca de petróleo venezuelano por manufaturados argentinos. Soma-se ainda a alegação de que o governo de Kirchner distribuiu grandes contratos de construção e licenças para a exploração de petróleo em troca de recompensas financeiras.
São listados 30 casos de corrupção na denúncia levantada pela oposicionista Elisa Carrió da Coalizão Cívica em parceria com a ARI, Afirmação para uma República Igualitária. Foram cinco anos compilando os dados, que foram reunidos no processo, cuja investigação ficou a cargo do juiz federal Julián Ercolini e deverá ter início em fevereiro próximo.
Os indícios contra Kirchner são muito flagrantes, resta ver se existem provas concretas para incriminá-lo.