Era sabido que Guantánamo seria um dos primeiros assuntos de Barack Obama. São múltiplas as acusações de que na prisão daquela base são extraídas confissões com base na tortura. Aliás, Guantánamo, em Cuba, e Abu Ghraib, no Iraque, se tornaram símbolos da tortura durante o governo Bush. Obama suspendeu por 120 dias os julgamentos militares, enquanto analisa o fechamento daquele centro de detenção. No entanto, Obama, deve assinar ordens executivas nesta quinta-feira exigindo que a CIA a Agência Central de Inteligência, feche todas as prisões secretas onde mantém suspeitos de terrorismo e que pare de utilizar métodos coercivos em seus interrogatórios. Em um dia dedicado a temas de segurança nacional, Obama deva assinar ainda decreto que fechará a prisão de Guantánamo no prazo máximo de um ano e outro que proíbe o uso de tortura.
As medidas demonstram não apenas um esforço de Obama de encerrar o legado criticado do republicano George W. Bush na área dos direitos humanos, mas é o reconhecimento de que os EUA utilizam práticas ilegais em sua “guerra ao terror”.
Ou seja, na área dos direitos humanos, Obama já marca a sua presença.