A primeira etapa da operação de resgate de seis reféns das Farc já foi executada com sucesso, envolvendo três policiais e um soldado. Na continuidade há um ex-governador e um ex-deputado nas duas etapas seguintes da libertação. Seis reféns sendo libertados em troca de nada. A guerrilha queria, como contra-partida a libertação de 500 guerrilheiros que estão presos. Proposta que foi totalmente descartada pelo presidente Álvaro Uribe, o qual segue com sua determinação de oferecer recompensa aos guerrilheiros que abandonarem as armas. Assim, temos mais uma libertação unilateral, o que demonstra que as Farc estão perdendo poder. E perdem também um substancial apoio que tinham: do venezuelano Hugo Chávez. No vai e volta do jogo político da região, Chávez resolveu fazer as pazes novamente com Uribe. O reatamento de Uribe com Chávez foi um lance político importante do presidente colombiano, pois inviabilizou o apoio mais significativo que as Farc tinham na região.
Outro aspecto importante nessa operação de resgate é o discreto apoio logístico que o Brasil está prestando. O que se deu a partir do consenso entre as partes envolvidas. Ou seja, o Brasil colabora de maneira efetiva numa que tem o seu cunho humanitário e o diferencial de estar colaborando para a paz interna na Colômbia.