Enquanto a questão referente à reaproximação dos EUA com o Irã sofre avanços e recuos, o governo de Teerã vai mostrando novidades. Hoje, por exemplo, anuncia ter colocado em órbita seu primeiro satélite Omid, de fabricação própria, com a ajuda do foguete Safir-2. A informação foi divulgada pela agência Fars. A confirmar-se o fato, o Irã será o segundo país da região a operar o seu próprio satélite. O outro é o seu arqui-inimigo Israel. Isto demonstra que, enquanto os EUA e Israel se preocupavam com o seu programa nuclear, o Irã avançava no seu projeto espacial de comunicações.
Em meio a surpresa, veio um recado traquilizador. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, o uso do satélite é totalmente para fins pacíficos, para atender as necessidades do país, sendo que todas as nações deverão se beneficiar dessa tecnologia. “A diferença entre nosso país e alguns países que têm esta capacidade é que nós acreditamos que a ciência pertence a toda a humanidade”, disse Mottaki, defendendo o lançamento do satélite. “Algumas pessoas acreditam que tecnologia avançada pertence a alguns países exclusivamente”.
O chanceler iraniano aproveitou para fazer um discurso no mesmo estilo que tem feito Israel. Ou seja, disse que o povo iraniano ama a paz e que “nos últimos 100 anos não se pode apontar uma agressão do Irã contra qualquer nação.” Usa o mesmo discurso de que as guerras que fez foram para se defender.
Bem, o que se observa é que, enquanto aguarda por uma possível reaproximação com os EUA, o Irã modera o seu discurso, porém, mostra que possui tecnologia avançada.