Com a libertação ontem do ex-governador do departamento de Meta, Alan Jara, completou-se a segunda etapa das três traçadas para serem postos em liberdade seis reféns da Farc, as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas. Jara fora sequestrado em julho de 2001, quando as Farc atacaram o veículo da ONU em que ele se deslocava pelo interior do estado que governava. Assim, depois de sete anos e meio, conseguiu novamente abraçar a mulher e o filho, que deixara com 7 anos de idade.
Desta vez não houve contestação à operação, como houve com a primeira, que teria sido ameaçada pela proximidade da aviação colombiana e por ataques do exército colombiano à guerrilha. Para evitar problemas, o presidente Álvaro Uribe determinou a suspensão dos voos assim como a atividade do exército na área. Jara disse que passou sete anos e meio descansando e que agora que logo trabalhar. Não sem antes fazer uma reciclagem, evidentemente. Porque muita coisa mudou nesses período.
A expectativa agora fica para o último do grupo a ser libertado. O ex-deputado pelo departamento de Valle Sigifredo López, que é mantido refém desde 2002 e é o único sobrevivente de um grupo de 12 deputados provinciais assassinados, em cativeiro, no dia 18 de junho de 2007.
Cumpre destacar que as Farc estão procedendo essas libertações do forma unilateral. Sem nada em troca. Ou seja, enfraquecida, a organização parece estar tentando conquistar a simpatia popular. Algo difícil para uma organização que ainda tenta se impor pela força das armas em um país onde a democracia está consolidada.
Agora só falta um ser libertado. Mas, um desta leva. Porque ainda há 28 reféns políticos e mais cerca de 500 reféns capturados com a finalidade de extorsão em poder das Farc. O que, seguramente, irá requerer ainda muitas operações.