Silenciosamente, o Brasil vai sedimentando a sua liderança na América do Sul com a formação de uma aliança militar. O primeiro passo nesse sentido foi dado com a aprovação do Conselho de Defesa Sul-Americano, organismo ligado à Unasul, a União das Nações Sul-Americanas. O governo Lula trabalha para fixar os parâmetros dessa nova agenda desegurança regional e busca disseminar na Unasul as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END) lançada em dezembro pelos ministros da Defesa Nelson Jobim e de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger.
Há dois objetivos. Um, consolidar uma doutrina comum que estimule a cooperação, integre as políticas de defesa e reduza possibilidades de conflitos regionais. O outro objetivo é criar padrões gerais de organização e engajamento das forças armadas sul-americanas que ajudem a alavancar a indústria bélica, a partir do consumo de materiais e serviços em larga escala. E esta indústria bélica a ser alvancada, evidentemente, é a brasileira.