Nicolas Sarkosy nem bem assumiu hoje a presidência da França e já decidiu ir à Alemanha, encontrar-se com a primeira-ministra Ângela Merkel. Sua atitude deixou bem evidente sua prioridade em termos de política externa: a Europa. Sim, porque França e Alemanha têm sido o carro-chefe do processo de unificação européia. Justo os dois países que foram os principais protagonistas das duas grandes guerras mundiais. Felizmente, a partir dos anos 1960 seus dirigentes se deram conta que deveriam deixar de lado antigas disputas e passarem a trabalhar unidos. O que vem acontecendo com muito sucesso.
Hoje, a Europa unificada é uma realidade. O grupo que tinha seis integrantes na década de 60, hoje conta com 27 e há uma série de outros países na lista de espera. E a Europa unificada busca também depender menos da proteção dos EUA, algo que era marcante ao tempo da guerra fria. Aliás, França e Alemanha foram os países que tomaram posição firme contra a decisão do governo Bush de invadir o Iraque. E a propósito do assunto, antes de assumir o governo, Sarkosy esteve em Washington, onde disse para Bush que queria manter uma boa relação com os EUA, mas continuava divergindo no que toca ao Iraque.
Como se percebe, em termos de política externa tudo segue igual. Já para desarticular a oposição interna, Sarkosy deve nomear o socialista Bernard Kouchner, fundador da entidade Médicos Sem Fronteiras, para o Ministério das Relações Exteriores. São os primeiros lances do novo presidente.