O noticiário político da área internacional foi suplantado pelo noticiário da saúde, em decorrência da incidência de epidemia respiratória nos EUA e México. Desta vez não estamos diante das explosões de bombas, mas da silenciosa expansão de um virus contra o qual é difícil se prevenir.
A dimensão do problema pode ser medida pelo fato de a Organização Mundial da Saúde ter aumentado o seu alerta sobre a pandemia, passando de 3 para 4, numa escala que vai do 1 ao 6. Tudo porque a organização vê um significativo de crescimento do potencial de pandemia da doença. Este escala da OMS foi feita em 2005, por ocasião da gripe aviária. E pelo tipo de classificação aplicada, já se pode deduzir que logo será passado para o grau 5, porque este é utilizado quando há surto em mais de dois países de uma mesma região. Já se tem oficialmente casos de México e EUA.
As mais recentes informações dão conta de que só nesta segunda-feira, o surto no México se agravou. Mais de 1.900 pessoas foram atingidas pela doença e as mortes suspeitas chegaram a 149. Nos EUA, os casos dobraram e chegaram a 50; o Canadá confirmou sete casos. Ou seja, teríamos aí três países de uma mesma região. E houve, pela primeira vez, casos em um outro continente, a Europa: um caso na Espanha e dois na Escócia.
O que se espera é que não chegue ao grau 6, quando a pandemia é oficial. Ou seja, além de atolado na crise econômica, o mundo seria tomado pela febre dos porcos. E aí vem os problemas econômicos para o setor de carnes, em especial para o de suínos. A OMS tenta remendar classificando o problema respiratório como “gripe norte-americana”. Definir pela origem, porque os virus que a identifica também está presente nas aves e no ser humano. Mas, a estas alturas, é muito difícil mudar um nome que já se espalhou pelo mundo.