Em meio à sua disputa com o grupo secular Fatah, o islâmico Hamas, com o apoio da Jihad Islâmica, tem feito constantes ataques com foguetes à cidade de Sderot, em Israel. Em meio ao pânico da população israelense, acaba de surgir a primeira vítima fatal, um mulher de 35 anos.
Como represália a esses ataques, Israel passou a bombardear Gaza e Cisjordânia, buscando atingir lideranças dos grupos Hamas e Jihad Islâmica. Nesses ataques desta semana, já morreram cerca de 40 palestinos. No domingo, Israel já havia atacado a casa de um líder do Hamas em Gaza, o deputado Khalil al Haya. Ele não estava em casa no momento, mas sete de seus parentes que estavam foram mortos.
Diante desse quadro, é de se perguntar se há alguma perspectiva de paz no Oriente Médio? É lógico que não. O representante diplomático da União Européia Javier Solana está em Israel, tentando incentivar a retomada das negociações de paz. Mas, por pouco, ele não se tornou mais uma vítima do conflito, pois estava Sderot quando explodiu o foguete que matou a jovem senhora.
Já no funeral dos parentes do deputado do Hamas, o primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh, declarou à multidão que a luta continuará até atingir um dos dois objetivos: a vitória ou o martírio.
Este é o trágico quadro da região.