A situação política de Honduras está em ebulição. A OEA exigiu o retorno do presidente Manuel Zelaya. O governo golpista liderado por Roberto Micheletti resolveu romper com a OEA. Auto-excluiu-se do organismo. O presidente deposto Manuel Zelaya resolveu tomar um avião cedido pela Venezuela e retornar ao país, apesar de desaconselhado nesse sentido pela OEA. Precipitou-se. Não poderia tentar voltar ao país sem uma negociação prévia, feita por intermediários confiáveis. Teve que retornar à Nicarágua.
A vigorar todos os dispositivos que foram estabelecidos contra o governo que assumiu em Honduras, este não ficará muito tempo no poder. Ainda mais se forem aplicadas sanções econômicas. O país é pobre e o governo golpista não tem nenhum outro parceiro do seu lado para lhe dar sustentação.
Banana, café e camarão são os produtos que dão sustentação à economia hondurenha. No momento, por exemplo, que os EUA suspenderem essas compras, o país já terá perdido o seu maior mercado. Uma restrição internacional aos produtos hondurenhos terá um efeito devastador. Há que considerar também que o Banco Mundial e o BID anunciaram a suspensão de empréstimos ao país. São 400 milhões de dólares do Banco Mundial, para financiar 16 projetos, que deixarão de ser enviados.
As questões econômicas e financeiras seriam suficientes para debilitar o atual governo. Mas, com a precipitação de Zelaya o distúrbio político se incrementa e já se tem mortos nos conflitos, os quais não se sabe que rumo tomarão.