O G-8, grupos dos sete países mais industrializados do mundo e mais a Rússia, teve a sua morte anunciada na reunião finalizada sexta-feira em L´Aquila, na Itália. Em seu lugar deveria surgir o G-13, com a adesão de Brasil, Índia, China, México e África do Sul. Mas surgiu o G-14, pois, além destes cinco, foi incluído, à pedido da Itália, o Egito. Já há quem prefira chamar o grupo de Gx, pois a inclusão do Egito significa que vem novas adesões pela frente.
A inclusão dos novos membros se constitui numa enorme valorização para os mesmos, tendo em vista que o grupo se constitui praticamente naquele que conduz a governança mundial. Mas, e esta governança, como vai? Vai como a maior parte dos governos, com muitos projetos e poucas ações. Veja, por exemplo, a questão básica que foi tratada nesse encontro: a redução das emissões de gás carbônico na atmosfera. Foi fechado um acordo para uma redução de 80% nas emissões poluentes até o ano 2050. Só que não definiram etapas a serem cumpridas e nem tampouco o ponto de partida para as medições, se será o ano de 1990 ou outro posterior. Também estabeleceram a meta de limitar o aquecimento global em 2°C ante a média da era pré-industrial, mas também sem fixar prazos. Tampouco o grupo conseguiu chegar a um acordo sobre um plano econômico mundial, porque ninguém sabe ao certo de a recuperação está em curso ou não.
Talvez o ponto mais positivo do encontro tenha sido a decisão de destinar 20 bilhões de dólares em assistência agrícola. Ou seja, o grupo busca substituir a ajuda alimentar por uma agricultura de subsistência.
Enfim, este é o “novo governante mundial” e estas são suas perspectivas.