A missão da Organização dos Estados Americanos começou nesta quarta-feira suas negociações em Honduras, com vistas a uma solução para o impasse a que foi levado aquele país centro-americano. Segundo o secretário-geral da organização, o chileno José Miguel Insulza, a negociação deve ter por base o chamado Acordo de San José, mediado pelo presidente da Costa Rica Óscar Arias e que prevê o retorno de Manuel Zelaya à presidência, com a formação de um governo de coalizão com os atuais ocupantes do poder e com a realização de eleições a 29 de novembro. Sendo que nem Zelaya e nem o atual presidente interino Roberto Micheletti poderão concorrer.
Na realidade, a solução deve passar pelo que sugeriu o subsecretário de Estado do Canadá, Peter Kent, membro da missão da OEA. Ele disse que o regresso de Zelaya “será um ato simbólico” para toda a América Latina, traumatizada por uma série de golpes. O fundamental é que este ato simbólico de retorno de Zelaya significaria o retorno do presidente que foi democraticamente eleito, para que conduza o país até nova eleição. Este é o caminho. Resta ver se os atuais ocupantes do poder irão concordar.