Os EUA voltaram a cometer mais uma atrocidade no Afeganistão. Um ataque aéreo que buscava bases da Al-Qaeda, atingiu uma escola islâmica, matando ao menos sete crianças. O terrível incidente se deu ao sul do país, onde nos últimos dias vem sendo travados intensos combates entre forças de segurança do governo e milicianos da Al-Qaeda e do antigo regime do Talibã. A ação da aviação norte-americana visava, logicamente, dar apoio às forças governamentais, que não conseguem conter a insurgência naquela parte do país.
Este tipo de erro, assim como a insurgência dos fundamentalistas islâmicos, acontecem porque o serviço dos EUA no Afeganistão foi incompleto. O grupo terrorista liderado por Bin Laden encontrou justamente no retrógrado regime que governava o Afeganistão a proteção para dali estruturar suas ações de terror. Tanto que, após o 11 de setembro de 2001, os EUA foram direto ao Afeganistão para caçar Bin Laden.
Tivessem os norte-americanos seguido com aquela ação desencadeada no Afeganistão e tentado ir com ela até o fim, hoje não existiria mais nem Al Qaeda e nem Talibã. Porém, ao invés de seguir adiante no Afeganistão, Bush resolveu atacar o Iraque, para atender os interesses de seus financiadores das companhias petrolíferas e da área da construção. Caçar Bin Laden nas inóspitas montanhas do Afeganistão era muito difícil. Tirar Saddam Hussein do poder era muito mais fácil. Bush então optou pelo Iraque Atualmente, Bush está atolado no Iraque e não tem um contingente para atuar no sul do Afeganistão. Com o que, corre o risco de ver o retrógrado Talibã voltar ao poder naquele país.