Divergências, particularmente, com Polônia e Grã-Bretanha marcaram a presente reunião da União Européia para debater a sua reforma constitucional. Desde 2005, quando França e Holanda rejeitaram em plebiscito a proposta de estabelecimento de uma Constituição única para o bloco, os negociadores tiveram que buscar novos caminhos para atender esse elo do processo de integração. Sim, é apenas uma parte de um processo que já tem a sua consagração.
O processo que começou em 1953, com o tratado do carvão, entre Bélgica, Holanda e Luxemburgo e que se ampliou em 1956 com o Tratado de Roma, é hoje uma vitoriosa união que envolve 27 países. Doze dos quais, que foram os últimos a entrar, integrantes da Europa do Leste que, ao tempo da Guerra Fria, orbitavam em torno da União Soviética. Os exemplos mais escrachados de sucesso da União Européia são dados por Portugal, Espanha e Grécia. Esses, que eram os párias da Europa, hoje desfrutam de situação invejável. Tudo graças ao dinheiro que foi injetado pela União Européia e pelo rígido controle financeiro que o organismo exigiu de seus membros. Não é sem razão que uma série de outros países tratou logo de conseguir sua entrada no bloco e um grande número ainda luta por esse objetivo.
Assim é que questões revisionistas, como a colocou o premiê polonês Jaroslaw Kaczynski, lembrando a ocupação de seu país pela Alemanha nazista, não encontram mais eco. Como disse o premiê de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, “não dá para ficar olhando pelo retrovisor”. É olhando para a frente que a Europa unida tem crescido.