Gordon Brown, já anunciou as suas prioridades à frente do governo britânico: responder de forma multilateral a problemas de segurança, apoiar uma solução de dois estados no Oriente Médio, ganhar corações e mentes para combater o terrorismo, dar maior poder ao parlamento para decidir sobre o envio de tropas para guerra, formar alianças com empresários e indivíduos para tornar o Reino Unido um líder no combate ao aquecimento global, e alinhar as políticas de cooperação, de perdão da dívida e de comércio.
Praticamente todos os pontos que fazem parte do plano de metas de Brown estão relacionados com a falta de ação com relação aos mesmos por parte do governo Blair. Na questão do Iraque, como despontou ao mundo, Tony Blair foi um fiel escudeiro de George Bush, seguindo à risca tudo o que o dirigente americano determinou. Inclusive, mentindo ao parlamento sobre a existência de armas de destruição em massa por parte do governo de Saddam Hussein.
Não foi sem razão que os críticos passaram a chamar Blair de o “podle” de Bush. E também não foi sem razão que Bush fez a defesa dele, inclusive, indicando-o para mediador da questão do Oriente Médio entre palestinos e israelenses. Blair vai navegar em águas agitadas. E o seu respaldo na região não é dos melhores, tendo em vista sua posição com relação à guerra no Iraque. Mas, tendo o apoio de EUA, Rússia, UE e ONU, abre-se para ele uma oportunidade impar de consagrar-se como um estadista.E, para o Oriente Médio, a oportunidade da tão almejada convivência entre dois estados com reconhecimento mútuo.