No momento em que o presidente Hugo Chávez decreta o racionamento de energia na Venezuela, surge a cobrança por parte do líder do partido de oposição Primeiro Justiça, Julio Borges, sobre o dinheiro que o presidente tem mandado para fora do país. Borges cobrou desde os presentes que Chávez tem dado para pessoas de fora, até a ajuda para os países do grupo bolivariano. Segundo Borges, em 2009, Chávez deu cerca de 50 presentes, em 20 países, que totalizaram 8,3 milhões de dólares. Além disto, concedeu ajuda a 38 nações, das Américas, Ásia e África, que totalizam 61,4 bilhões de dólares. Entre os países beneficiados com obras de infra-estrutura estão Bolívia, Nicarágua e Cuba. O Uruguai teria recebido doação para uma clínica contra o câncer. Mas até os EUA entram nas doações, pois Chávez mantém um programa de subsídio de gasolina em bairros pobres de Nova York.
Como ressalta Borges, toda essa ajuda é dada sem passar pelo Congresso e com o dinheiro do povo venezuelano. Enquanto isto, o país está paralisando suas indústrias por falta de energia. Chávez já recomendou o banho de três minutos, o uso de lanterna no banheiro e agora se viu obrigado a estabelecer um limite no consumo de energia para indústrias e centros comerciais. Tudo porque não houve investimentos no setor energético. Isto que, desde sua chegada ao governo venezuelano, em 1999, o presidente aumentou o imposto sobre o petróleo de 33% para 50% e o valor dos royalties sobre o recurso mineral de 1% para 33%. Ele afirma que as medidas geraram recursos adicionais de “milhares de milhões de dólares”.