Tem dirigentes na América Latina que não se pode levar a sério. Primeiro foi o venezuelano Hugo Chávez que veio com a convocação à população para o banho de 3 minutos e para usarem lanterna quando forem ao banheiro à noite. Agora, é a argentina Cristina Kirchner que vem com o “porco erótico”. Mais especificamente, recomendando a ingestão de carne de porco para incrementar a atividade sexual. Tentou argumentar até com o seu próprio exemplo. Convenhamos que é dose para mamute.
Acontece que Cristina está perdida. Bateu de frente com o setor do agro-negócio, especialmente os produtores de carne, trigo e soja, cujos produtos foram altamente taxados para exportação. Resultado: os produtores diminuíram a produção e o produto começou a faltar no mercado interno. E todo o mundo sabe o quanto a carne de gado tem peso na dieta dos argentinos. Daí o fato de Cristina estar incentivando o consumo de carne de porco.
É mais um dos descaminhos da presidente que exonerou o presidente do Banco Central, Martín Redrado, sem cumprir a determinação de passagem do processo pelo Congresso, e que agora se depara com a renúncia do procurador geral do Tesouro, Osvaldo Guguielmino, o qual era o responsável pelos processos de denúncias do governo contra o presidente do BC. Nada transpirou, mas a renúncia se deu, seguramente, por Guguielmino não concordar com a posição da presidente. Não concordar quanto ao processo de Redrado. Já nem falo quanto ao porco erótico.