Desde antes de assumir o governo dos EUA, o presidente Barack Obama vem acenando para o Irã com o diálogo para tentar resolver a questão nuclear daquele país. Sabe-se que Teerã desenvolve um programa que diz ser para fins pacíficos, mas há enormes temores no Ocidente de que seja para produção de bomba atômica. Nos últimos tempos, foi feita uma proposta no sentido de que o Urânio do Irã fosse enriquecido na França e ou na Rússia, o que seria uma forma de estabelecer controle sobre o programa. O Brasil foi eleito pelo presidente Obama para servir de intermediário com o controvertido presidente Mahmoud Ahmadinejad. No entanto, já se passou um ano de governo Obama e até agora nada foi resolvido. O que se percebe é que o Irã está empurrando o assunto com a barriga.
Diante disto, o presidente Obama resolveu mudar de estratégia. Antes que seja tarde, resolveu reforçar um sistema antimíssil no Golfo Pérsico. Especialmente, porque o Irã testou há poucos dias o seu míssil Shahab-3, que tem uma alcance de 2.000 quilômetros. Ou seja, alcance tanto Israel quanto às monarquias do Golfo aliadas dos EUA. Assim, Obama não dispensa o diálogo, mas usa o fator persuasão.