E segue a polêmica do enriquecimento do urânio do Irã. Neste fim de semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou pela televisão que ordenou à agência de Energia Atômica que inicie o enriquecimento do urânio a 20%. Este é o percentual para uso do produto para fins medicinais e de geração de energia. Para a produção da bomba é preciso chegar a 80%. Na terça-feira passada Ahmadinejad havia dito que aceitava a proposta da ONU, que consiste em fazer com que o urânio iraniano seja levado para enriquecimento na França ou na Rússia. O que se constitui numa forma de o Ocidente manter o controle sobre o que os iranianos estão fazendo. Ao fazer o seu pronunciamento neste domingo, o presidente Ahmadinejad ressaltou que, embora tenha determinado o início do processo de enriquecimento, não está descartando a negociação com o Ocidente. Disse que dera um prazo de dois meses para fechar um acordo com o Ocidente. Que é o que se espera venha a acontecer. Caso contrário, corre-se o risco de se ter um novo conflito na região, porque também neste domingo, o chefe supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, declarou que a destruição do Estado de Israel é iminente. Ora, é mais uma provocação para que Israel venha a fazer o que há muito está desejando: bombardear as usinas nucleares do Irã. Então, urge que estas usinas fiquem sob o controle do Ocidente, para ter a certeza de que ali não se produz a bomba atômica.