A Coréia do Norte segue ameaçadora e criticando até mesmo a ONU, a quem considerou hipócrita. Numa escala de 1 a 5, onde o grau mais alto de perigo é 1, os EUA classificaram em 2 a ameaça coreana. Ou seja, muito próxima do limite. Sabe-se que o governo de Pyongyang rompeu o armistício de 1953, que congelara a guerra travada entre as duas Coréias durante três anos. Ao mesmo tempo, prometeu uma “poderosa resposta militar”.
Assim é que tudo é expectativa em torno do que possa acontecer. Por via das dúvidas, a poderosa China, antes aliada incondicional da Coréia do Norte, resolveu mandar seus navios se afastar do mar Amarelo, devido à crescente tensão.
Aguarda-se para qualquer momento uma reunião da ONU para decidir sobre novas sanções à Coréia do Norte. Algo difícil de ser implantando em país que já está isolado do resto do mundo. Isolado mas com alguma lucidez. O governo norte-coreano chamou de hipócrita não só a ONU, mas também os cinco membros do Conselho de Segurança que tem poder de veto. Isto porque, todos eles, além do poder discricionário no organismo internacional, possuem armas atômicas. O que não deixa de ser verdade. Possuem e não querem que outros possuam.
A questão, no entanto, é que todos os cinco estão conscientes de que chegaram a esta situação por uma circunstância da História. E agora, gradativamente, estão desativando seus arsenais nucleares. E, logicamente, não querem que outros países entrem no esquema de armas atômicas. Ainda mais uma ditadura retrógrada como a da Coréia do Norte.
DIPLOMACIA E FORÇA
O presidente Barack Obama está se metendo numa empreitada que não contava de momento: a Coréia do Norte. O país não era uma de suas prioridades. Suas atenções maiores estavam no Iraque, Afeganistão e Paquistão. E, talvez, tenha sido justamente por isto, que o norte-coreano Kim Yong-il resolveu provocar a grande potência, de quem, em última análise, quer extrair dinheiro em troca da desistência do programa nuclear.
Obama tem seguido a sua máxima de que quer resolver o assunto através da diplomacia. Mas, por via das dúvidas, já tratou de reforçar o poderio militar na região. Enviou 12 caças F-22 Raptors para a base de Kadena no Japão. É o chamado “elemento de persuasão” que coloca em prática.