O primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert teve que manifestar publicamente seu sentimento pelo fato de as forças armadas israelenses terem matado uma mulher palestina e seus quatro filhos num ataque à Faixa de Gaza. Disse que lamentava este fato, como também lamentava o fato de uma criança israelense ter amputado a perna, devido a foguetes lançados por milicianos palestinos sobre a cidade de Sderot.
A manifestação de Olmert reflete a triste realidade da região. O dia-a-dia é pautado por ataques de palestinos contra cidades israelenses e ações de represália do exército israelense, bombardeando a Faixa de Gaza. Só que, nesta caça aos responsáveis pelos ataques, morrem também mulheres, crianças e idosos. Assim como morrem, indistintamente, civis em ataques palestinos. Ataques palestinos, é preciso ressaltar, do Hamas, que é a facção radical que não aceita a existência do Estado de Israel e, por conseguinte, não quer saber de acordo de paz.
Esse radicalismo do Hamas leva ao radicalismo de Israel. É curioso ver as imagens de Gaza imediatas a um ataque israelense. Os radicais erguem o corpo de uma das vítimas e saem bradando vingança. O problema é que cada uma dessas ações de vingança, corresponde a uma reação de represália de Israel, quase sempre de forma muito desproporcional. Há inclusive um bloqueio israelense à entrada de produtos à Faixa de Gaza.
Assim, apesar de a maior parte dos palestinos querer uma convivência pacífica, isto se torna impossível devido ao radicalismo do Hamas, que gera o radicalismo maior de Israel.