Os parlamentares que representam o Brasil no Parlamento do Mercosul aprovaram ontem o ingresso da Venezuela no bloco regional. Não é ainda a decisão definitiva. A provação precisa passar ainda pela Comissão de Relações Exteriores e pelo plenário do Senado. Além dos votos contrários do DEM, PSDB e PPS, encontrará pela frente dois senadores que são radicalmente contra o ingresso da Venezuela no Mercosul: José Sarney, do PMDB do Amapá, e Eduardo Azeredo, do PSDB de MG.
O ingresso da Venezuela no bloco é controverso, especialmente, porque um dos ditames básicos para um país fazer parte é deque haja plena democracia. E a democracia venezuelana, sabe-se bem, é contestável. Chávez minou por dentro o Legislativo e o Judiciário para reinar absoluto. Já teve sua pretensão de eleição ilimitada rejeitada uma vez, mas voltou com o tempo, obtendo sua aprovação. Como disse a senadora Mariza Serrano, trazer Chávez para dentro do Mercosul será trazer a discórdia para o bloco. O que é verdade.
Mas, como há sempre o aspecto econômico a ser analisado, este é muito importante. O Brasil, por exemplo, não pode desprezar um vizinho que, a cada ano, aumenta mais as suas compras de produtos brasileiros.
É em meio a este cenário que se dá a discussão da entrada da Venezuela no Mercosul.