A guerra na Geórgia afastou a Otan da Rússia. Porém, a guerra no Afeganistão pode reaproximar a Aliança Atlântica do governo de Moscou. Vale lembrar que a Georgia estava namorando sua entrada para a Otan, quando a Rússia cortou o seu barato, invadindo o seu território. O fato estremeceu as relações russas com o Ocidente. Só que agora, o Ocidente está sentindo que precisa do apoio da Rússia e também do Irã, para poder derrotar o Talibã no Afeganistão. O agravamento da segurança no Afeganistão também levou a Otan a tentar fortalecer os laços com a Rússia, estremecidos desde a guerra russa contra a Geórgia, em agosto do ano passado. Nesta segunda-feira, embaixadores dos países-membros da aliança e da Rússia reuniram-se em Bruxelas para discutir, entre outros assuntos, a possível permissão para que carregamentos com destino ao Afeganistão cruzem o território russo. A Otan está procurando com urgência novas rotas de abastecimento para as tropas da aliança no Afeganistão, devido à precariedade da segurança nas rotas que saem do Paquistão, alvos de frequentes ataques nos últimos meses. O presidente russo, Dmitri Medvedev, já disse que seu governo está disposto a permitir a passagem. A colaboração russa, portanto, seria apenas quanto à cessão de passagem.
Já a colaboração do Irã pode ser ainda mais importante, pois pode significar o corte no envio de armas para os rebeldes afegãos. Há a desconfiança de que o Irã estaria prestando ajuda, mesmo que de forma indireta, ao Talibã. Cortar esse vínculo é um ponto vital para uma ação concentrada com vistas a acabar com a insurgência afegã.
Em última análise, começa a se delinear o que Barack Obama planejara para a área.