Pois o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não vem mais ao Brasil nesta quarta-feira, conforme estava programado. Em comunicado encaminhado ao presidente Lula, ele desculpou-se, alegando a realização de eleições para a presidência de seu país. De fato, as eleições serão realizadas em junho próximo e Ahmadinejad é candidato à reeleição, nessa república islâmica, onde o mandatário maior é o superior dos aiatolás. E ele tem um forte concorrente, o aiatolá Mohammad Khatami, que já foi presidente do país de 1997 a 2005. Aliás, Khatami, que é tido como um moderado e reformador, teria inclusive a simpatia dos EUA. Então, como a campanha eleitoral está na reta final, não é hora de sair do país. Pois isto a suspensão da viagem.
Para o Brasil ficou de ótimo tamanho. Simplesmente, porque o interesse brasileiro era negociar com o Irã, mas para isto estava enfrentando a ira da comunidade judaica local, que estava protestando contra a visita do dirigente iraniano, que contesta o holocausto e acusa Israel de racista. Sem contar também a ira dos movimentos de homossexuais, de feministas e da comundade Bahá’í. Agora, Ahmadinejad não vem, mas os empresários que fariam parte da comitiva virão. E é com estes que interessa conversar para implementar os negócios.
Ou seja, para o governo brasileiro ficou melhor do que a encomenda.