O Irã chegou a um acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, que é o órgão da ONU que trata das questões nucleares. O anúncio foi feito nesta terça-feira, mas foi recebido com reticências pelos Estados Unidos. “É importante notar que o anúncio de hoje é um passo adiante, mas os Estados Unidos julgarão o comportamento de Teerã com base nos seus atos”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em entrevista coletiva nesta terça. “Promessas são uma coisa, ações e cumprimento de obrigações são outra”.
O acordo é resultado de uma série de tratativas, que começaram em Viena no início do mês, e terminaram em Teerã. A grande questão que é colocado sobre o programa nuclear iraniano é se ele está sendo desenvolvido para fins medicinais, como alega o governo iraniano, ou para chegar a uma bomba atômica, como alegam Estados Unidos e Israel. O fato é que há uma negociação desenvolvida também pelo chamado grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, Inglaterra e França – e mais a Alemanha. E este grupo tem poder para exigir do Irã as garantias de que não caminha para um artefato nuclear. Até porque, o Irã é signatário do Acordo de Não Proliferação Nuclear e, como tal, tem direito a um programa nuclear com fins pacíficos, mas tem o dever de manter suas instalações abertas aos inspetores da AIEA. Assim, resta ver se o regime dos aiatolás irá cumprir a sua parte. Se o fizer, deixará de ser uma alternativa para os governantes de EUA e Israel fazerem o seu proselitismo bélico.