A Argentina está nas pegadas do Brasil em termos de arrecadação tributária. Segundo editorial publicado hoje pelo jornal La Nación, a taxa paga pelos argentinos, que era o equivalente a 22,4% do PIB no ano 2000, chegou em 2010 a 33,6% do PIB. Isto significa que os hermanos têm que trabalhar 83 por ano para pagar os seus impostos. E o país passou do 15º posto entre os arrecadadores para o 10º.
Os dados foram levantados pelo Instituto Argentino de Análise Fiscal em colaboração com a OCDE, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e a Cepal, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. Os fatores que contribuíram para essa maior arrecadação do governo são a constantemente elevada taxação sobre as exportações, o gravame sobre o cheque, que é uma espécie da nossa CPMF, e o IVA, Imposto sobre Valor Agregado, que é o imposto único pago pelos argentinos, mas que também vem subindo continuamente.
Os argentinos estão chiando, e com razão, com esse contínuo aumento de impostos, que não tem a correspondente prestação de serviços por parte do Estado. No entanto, eles, conforme apontou o estudo, ainda estão atrás do Brasil. É o único país que os supera em termos de mordida governamental na região. Enquanto eles trabalham 83 dias para pagar impostos, nós brasileiros trabalhamos 145 dias, ou seja, até 25 de maio. Só depois é passamos a trabalhar para nós. E os serviços oferecidos pelo nosso Estado em saúde, educação e segurança? São piores que os da Argentina. Em nível de pior país da África.