O primeiro contato da presidente Dilma Rousseff na Argentina privilegiou a questão dos direitos humanos. Na conversa com as mães e avós da Praça de Mayo ela ressaltou a importância do tema e disse que seu governo irá tratar o assunto com muita profundidade. É claro que o tema é importante e que a Argentina tem algumas lições sobre o mesmo a oferecer ao Brasil. Afinal, lá os responsáveis pelos crimes do período da ditadura que dirigiu o país de 1976 a 1983 já foram, em sua grande maioria, julgados e condenados. A condenação mais recente é a do general Jorge Videla, à prisão perpétua.
Porém, o empresariado argentino quer ouvir de Dilma o que ela tem a oferecer para incrementar o intercâmbio entre os dois países. E, mais especialmente, quer ouvir dela garantias de que o Brasil não irá desvalorizar o seu real. Há o temor generalizado na Argentina de que isto venha a acontecer, o que seria catastrófico para a já combalida indústria argentina.
Mas como Dilma escolheu justamente a Argentina para sua primeira viagem ao exterior, certamente, ela não irá decepcionar os seus interlocutores.