As explosões de dois carros-bomba neste domingo, na zona central de Bagdá, deixaram pelo menos 130 mortos, segundo os informes. Os atentados, ocorridos perto da Zona Verde, onde estão as embaixadas de EUA e Reino Unido, sendo a área mais controlada do país, mostram que o terror segue atuante e fora do controle, tanto das forças iraquianas quanto das americanas. Algo muito ruim para o presidente Barack Obama que pretende deixar o Iraque antes da data limite estabelecida, que é dezembro de 2011. Mas algo decorrente da herança deixada por George Bush, o qual nunca deveria ter se metido no Iraque. Já estava com uma guerra no Afeganistão, onde deveria ter concentrado as forças. Não o fez. Chegou a uma vitória parcial e, antes que esta se consolidasse, resolveu partir para o Iraque, em atenção aos seus apoiadores de campanha, ou seja, as corporações do petróleo, da construção e das armas. Fez uma guerra em nome de uma mentira, as tais armas de destruição em massa de Saddam Hussein. Resultado, hoje os EUA estão afundados no Iraque, sem saber como sair de lá. A guerra já matou mais de 5 mil soldados americanos e cerca de 200 mil iraquianos entre civis e militares. Já se passaram seis anos e meio da invasão dita para combater o terror e os atos de terror seguem acontecendo. E os EUA seguem perdendo tempo, dinheiro e soldados no Iraque, quando deveriam estar no Afeganistão, que é onde estão Bin Laden, a Al Qaeda e o Talibã, ou seja, os agentes difusores do terror.