Pois o Brasil acaba de ganhar também um importante apoio para sua pretensão de fazer parte do Conselho de Segurança da ONU como membro permanente. E este apoio parte da Grã-Bretanha, um dos cinco integrantes do organismo que tem o poder de veto. A manifestação foi feita pelo chanceler William Hague, em pronunciamento sobre América Latina, feito nesta terça-feira.
Sucede ao pronunciamento do presidente americano Barack Obama, em favor do ingresso da Índia no Conselho de Segurança, organismo que é integrado, atualmente, por 15 membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes, com poder de veto: EUA, Rússia, Grã-Bretanha, França e China. Ou seja, os vencedores da Segunda Guerra. Hoje se vive outra realidade mundial e Alemanha e Japão, os derrotados daquela ocasião, estão num outro contexto, sendo merecedores também de integrar o organismo.
Mas os pronunciamentos de EUA e Reino Unido têm objetivos específicos. EUA defendem a Índia, como forma de se contrapor a outro gigante da Ásia, a China. A Grã-Bretanha defende o Brasil, como forma de se contrapor ao seu rival da América Latina, a Argentina. Ou seja, tudo é um jogo de interesse.
Mas a grande indagação que cabe fazer é se estes novos membros, se forem aceitos, terão também o poder de veto, que hoje é exclusividade de cinco? Duvido.