O Camboja, país situado no Sudeste asiático, foi responsável nos anos 70 por um dos piores massacres do período pós Segunda Grande Guerra. O Khmer Vermelho, facção radical do Partido Comunista, que assumiu o poder sob o comando de Pol Pot, promoveu um êxodo em massa das pessoas da cidade para o campo, o que foi catastrófico. Quando chegaram ao poder, Pol Pot e seus homens passaram rapidamente a implementar seu plano de transformar o Camboja – agora rebatizado como Kampuchea – em uma “utopia agrária”.
Após determinar que o país deveria começar de novo do “ano zero”, o Khmer Vermelho isolou o Camboja do resto do mundo, começou a esvaziar as cidades, aboliu o dinheiro, a propriedade privada e a religião, e criou coletivos rurais. Qualquer pessoa tida como “intelectual” era executada. Os que usavam óculos ou falavam um idioma estrangeiro eram frequentemente condenados. Milhares de integrantes da classe média educada foram torturados e executados em centros especiais.
O experimento social teve um custo alto, provocando a morte de famílias inteiras, vítimas de execuções, fome, doenças e exaustão. Os genocídios e crimes contra a humanidade foram perpetrados entre 1975 e 1979, período em que Pol Pot esteve no poder juntamente com outros quatro dirigentes, que agora estão sendo levados a julgamento. Pol Pot chegou a ser condenado a 35 anos de prisão, porém morreu um ano depois da condenação. Agora o seu braço direito Nuon Chea, e mais os outros três parceiros, Khieu Samphan, Ieng Sary e Ieng Thirith estão sendo chamado a responder perante um tribunal pelos crimes que chocaram o mundo ao tempo da Guerra Fria.