O Iraque não é mais o pólo do terror no mundo. O eixo deslocou-se para a África. A Somália assumiu esse desabonador título. Assim, depois de dois consecutivos em que foi o centro do terror, o Iraque viu mudar a situação, com a Somália em primeiro e o Iêmen em segundo lugar. Esta medição é feita pela empresa de consultoria Maplecroft. O estudo mostra que, apesar de ter se deslocado, o terror ainda continua tendo como tendo como fator de inspiração o Islã. Assim era com a rede Al Qaeda, com a sua atuação no Iraque e assim é com o grupo Al Shabaaab, que atua na Somália. Já a Al Queda deslocou a maior parte dos seus contingentes para o Iêmen. De onde, aliás, partiram os aviões com artefatos terroristas que se destinavam aos EUA, no mês passado, e que foram interceptados no Reino Unido e em Dubai.
A Maplecroft afirmou que, entre junho de 2009 e junho de 2010, período em que o ranking foi elaborado, a Somália sofreu 556 incidentes terroristas que deixaram 1.437 mortos e 3.408 feridos. “A Somália é o país do mundo com o maior número de mortos por terrorismo em proporção à sua população, tendo superado o Iraque e Afeganistão em número de mortos por ataque terrorista”, disse a consultoria. Mas a maior mudança no ranking ficou por conta da Grécia, que passou do 57º para o 24º lugar, superou a Espanha e tornou-se o país europeu de maior risco. A consultoria atribuiu a tendência a grupos de esquerda e a anarquistas violentos, como o responsabilizado pelos recentes pacotes-bomba enviados de Atenas para líderes europeus. Pelo menos no item terrorismo o Brasil está numa posição confortável, lugar 64, ou seja, com baixo risco. Pelo menos nisso estamos bem.