A Venezuela tem plebiscito neste domingo para o povo se manifestar se aprova ou não a eleição indefinida do presidente da república. Ou seja, a eleição indefinida de Hugo Chávez. Esta é a segunda vez que Chávez vem com esta consulta. Já fizera outra em dezembro de 2007, quando foi derrotado. Agora, as pesquisas indicam empate técnica, com um leva vantagem para o sim. Na quinta-feira, no encerramento dos comícios, Chávez fez de tudo para alicerçar sua vitória. Era o Dia da Juventude na Venezuela, mas ele, porém, proibiu duas marchas que seriam realizadas por estudantes que estão contra a sua pretenção. Em compensação, declarou “heróis nacionais” os jogadores da seleção sub-20 que, pela primeira vez, classificaram o país a um Mundial de futebol. Em discurso recheado de autoelogios, como é de seu costume, disse que aumento em 3 mil por cento o orçamento para o esporte.
A seu estilo, Chávez não deixou também de ver o fantasma do golpe, acusando movimentos desestabilizadores e convocando os militares que lhe são fiéis a estarem a postos. O golpe contra ele pode ser dado nas urnas, tendo em vista que agora a oposição está mais articulada, especialmente, depois de sua vitória nos quatro principais estados na última eleição.
Assim é que se aguarda com vivo interesse o plebiscito deste domingo.